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Quando começamos a ler qualquer revista de um super-herói, logo somos apresentados a dois universos diferentes: de um lado temos o lado heroico, cheio de aventuras e perigos; por outro temos seu alter ego, o ser do dia a dia.

Alguns heróis vivem os dois ao mesmo tempo, onde a existência de um foi assimilado pelo outro. Nestes casos podemos observar Capitão América/Steve Rogers e Justiceiro/Frank Castle, da editora Marvel. Não existe conflitos existenciais ou medos de alguém descobrir suas identidades secretas. Alguns personagens perdem por completo uma identidade anterior ao assumirem suas vertentes heroicas, como Deadpool ou Luke Cage.

A identidade secreta serve para proteger os seus familiares ou aqueles que estão ao seu redor; deixa-lo ter uma vida mais tranquila; as vezes pode facilitar para conseguir informações. Esta faceta do personagem pode levantar questões complexas sobre a legitimidade, afinal, se o que faz é algo bom, por qual motivo se esconder e não assumir o que faz? Nossa intenção não é responder a tal questão.

Esta identidade secreta, ou civil, como alguns preferem, precisa pagar contas, fazer compras, ter uma vida, digamos padrão, ou ao menos tentar. Estes personagens terão um trabalho para manter-se. Pense em Super-Homem/Clark Kent, jornalista; Homem-Aranha/Peter Parker, fotografo, nas primeiras aventuras, mas já foi professor; Batman/Bruce Wayne, empresário; Demolidor/Matt Murdock, advogado. Muitas histórias são focadas no lado aventureiro, porém alguns autores conseguem trazer à tona a preocupação com o lado profissional.

Olhando para este lado, o lado profissional, não temos um Peter Parker tão brincalhão e fazedor de piadinhas quando precisa ser fotografo. Não temos um Clark Kent em uma investigação tão confiante e certo de si, perante uma matéria. Bruce Wayne não será um empresário tão frio, quanto sua versão sombria, em uma reunião de negócios ou durante uma festa beneficente. Matt Murdock pode prender um criminoso como Demolidor, mas precisa de provas seguras e concretas no tribunal para defender seu cliente.

Em nossa vida profissional, devemos ter a mesma preocupação, manter uma distância segura entre o profissional e o pessoal, saber diferenciar o momento e situação. Ao levar os problemas de casa para o trabalho e vice-versa, estamos deixando um superar o outro e assim, distanciar o que somos e podemos fazer e em alguns casos acabar por perder o controle de nossas vidas.

Ser herói ou ser profissional é diferente do pessoal. Pense nisso e faça o correto. Salve o mundo, salve a empresa, mas não esqueça de dar um passeio com seus entes queridos no fim de semana.

Por Edson Wilson

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