Qual versão você pretende ser?

Post 04 Janeiro 2018 BLOGQuando falamos de super-heróis, os leitores mais velhos falam de uma época em especial de algum personagem, falam das suas habilidades e defeitos. Suas aventuras são relembradas de forma mística, para alguns, mítica, sagrada. Quando são obrigados a falar dos tempos atuais ou de alguma parte sombria do personagem, alguns chegam a falar que aquele não é seu herói.

Alguns pontos são fundamentais para entender esta questão tão complexa e estranha para alguém que não acompanha as narrativas heroicas destes fantásticos seres de papel. Para entender a celeuma, vamos falar de dois personagens icônicos e celebres: Batman e Capitão América, e sim, eu sei perfeitamente que poderíamos falar de muitos outros, mas estes são famosos e já tiveram muitas versões apresentadas.

O que nunca pode ser alterado no Batman: órfão quando criança, tendo visto seus pais sendo mortos por um bandido; playboy e empresário, proprietário das industrias Wayne; detetive; seus equipamentos e habilidades; não possuir poderes meta-humanos.

Sentiu falta do sombrio? Nem sempre o alter ego de Bruce Wayne foi um ser sombrio e amargurado, bem ao contrário, durante os anos de 1960 e parte dos 1970, chegava a fazer piadas e brincadeiras, principalmente por conta do seriado de 1960. Violento? Sim, também nem sempre. Em algumas aventuras do morcego, o lado detetive falava mais alto e resolver os problemas batendo ao extremo nos vilões, nem sempre era a melhor alternativa.

O que nunca pode ser alterado do Capitão América: Jovem obstinado e crente no poder do seu pais; rapaz franzino que aceitou participar de um projeto secreto na 2º Guerra Mundial; Soldado patriota.

No caso do Capitão América, e vamos nos ater ao Steve Rodger, pois outros já usaram o manto do bandeiroso, vamos no atear ao personagem em três fases distintas: o soldado da Segunda Guerra Mundial, o deslocado no tempo em 1960 e por último o nacionalista dos anos 2000. Criado para combater os nazistas, esta versão do Capitão não questionava ordens, como um bom soldado deve ser. Durante os anos de 1960, e neste caso, observando a Guerra do Vietnã, o herói questiona a participação de seu pais no conflito e se recusa a enfrentar um inimigo. Nos anos 2000, o herói, mais uma vez luta contra os ditames de seus líderes, porém não se volta contra os ideais que formam o cidadão comum estadunidense e reforça suas crenças no ideal do American way of Life.

Ao olhar os dois personagens e olhando a sua pessoa, que profissional deseja ser: nunca considere que as alterações não ocorrem, pois ocorrem. Talvez o grande diferencial seja que não exista um roteirista e um desenhista trabalhando ao lado de um editor para moldar suas características físicas e mentais, como ocorrem com nossos heróis. Agregue seu aprendizado, seu conhecimento sobre o que já viu e utilize da melhor forma para crescer profissionalmente. Saiba que todos possuem defeitos e falhas, mas não devemos ficar presos a estes conceitos, nos impedindo de crescer.

Escolha sua melhor versão e entre na luta neste ano que inicia.

Por Edson Wilson 

Uniformes

Uniformes

Uniformes

Pense em um Super-Herói de quadrinhos…. Qualquer um, não importa…. Pensou? Pois bem, agora vem a parte complexa desta atividade, tenho certeza que o imaginou de uniforme, seja um collant, armadura ou roupa de couro, eu tenho certeza que você o imaginou assim. Nos últimos anos, alguns personagens perderam seus uniformes, por vários motivos, um deles, para deixá-los mais próximo do público leitor. Mas quando vemos um filme e o diretor ou produtor faz uma modificação no uniforme do personagem, as reclamações são lançadas em níveis colossais. A ligação do uniforme com o personagem é maravilhosa. Na aventura, “A última caçada de Kraven”, o vilão, Kraven, ao derrubar o Homem-Aranha, veste seu uniforme. Uma das cenas mais dramáticas da vida do jovem Peter Parker nos anos de 1960 é quando aparece ele jogando seu uniforme na lixeira. No meio de Guerras Secretas I, nos distantes anos de 1980, o Homem-Aranha tem a sua modificação mais drástica de uniforme, perdendo o azul e vermelho pelo preto, um choque na época. A maior briga por conta de uniforme veio com o Super-Homem, o qual por conta de uma briga judicial, contra os familiares dos criadores do personagem, a Editora DC tirou a cueca que ficava por cima da calça. Existia um motivo para se colocar a cueca por cima da calça, mas não vamos entrar nesta polêmica, quem sabe outro dia. O personagem também já teve alterações no uniforme com o passar dos anos, mas a base continua, azul e vermelho com o S no meio do peito. Os mais velhos possuem uma expressão que sempre considerei perfeita: “o hábito faz o monge”. Olhe para qualquer personagem de quadrinhos, sua roupa é clássica. Comecei pelos super-heróis, com seus uniformes multicoloridos, de uma única cor forte, branco ou preto, não importa, mas lá estão eles, o qual no começo da aventura está impecável, mas ao final, dependendo da batalha final, pode se encontrar rasgado, quebrado ou esfarrapado, mas pode ter certeza que vai continuar sobre a pele do herói, nem que seja uma pequena parte. No seu trabalho, seu uniforme faz a diferença. Vá em um hospital ou em uma empresa de ônibus, verá que todos os funcionários, seja médico, servente da limpeza, mecânico, motorista ou cobrador, todos estarão uniformizados e identificados. Cuidar e zelar do uniforme faz a diferença dentro de uma empresa, não podemos achar que tal vestimenta é simples e muitas vezes sem importância, ela lhe define não apenas como trabalhador, mas sua área de atuação e em alguns casos, até o cargo que ocupa.

Por Edson Wilson

Identidade Secreta

 

nunca_sozinho

Quando começamos a ler qualquer revista de um super-herói, logo somos apresentados a dois universos diferentes: de um lado temos o lado heroico, cheio de aventuras e perigos; por outro temos seu alter ego, o ser do dia a dia.

Alguns heróis vivem os dois ao mesmo tempo, onde a existência de um foi assimilado pelo outro. Nestes casos podemos observar Capitão América/Steve Rogers e Justiceiro/Frank Castle, da editora Marvel. Não existe conflitos existenciais ou medos de alguém descobrir suas identidades secretas. Alguns personagens perdem por completo uma identidade anterior ao assumirem suas vertentes heroicas, como Deadpool ou Luke Cage.

A identidade secreta serve para proteger os seus familiares ou aqueles que estão ao seu redor; deixa-lo ter uma vida mais tranquila; as vezes pode facilitar para conseguir informações. Esta faceta do personagem pode levantar questões complexas sobre a legitimidade, afinal, se o que faz é algo bom, por qual motivo se esconder e não assumir o que faz? Nossa intenção não é responder a tal questão.

Esta identidade secreta, ou civil, como alguns preferem, precisa pagar contas, fazer compras, ter uma vida, digamos padrão, ou ao menos tentar. Estes personagens terão um trabalho para manter-se. Pense em Super-Homem/Clark Kent, jornalista; Homem-Aranha/Peter Parker, fotografo, nas primeiras aventuras, mas já foi professor; Batman/Bruce Wayne, empresário; Demolidor/Matt Murdock, advogado. Muitas histórias são focadas no lado aventureiro, porém alguns autores conseguem trazer à tona a preocupação com o lado profissional.

Olhando para este lado, o lado profissional, não temos um Peter Parker tão brincalhão e fazedor de piadinhas quando precisa ser fotografo. Não temos um Clark Kent em uma investigação tão confiante e certo de si, perante uma matéria. Bruce Wayne não será um empresário tão frio, quanto sua versão sombria, em uma reunião de negócios ou durante uma festa beneficente. Matt Murdock pode prender um criminoso como Demolidor, mas precisa de provas seguras e concretas no tribunal para defender seu cliente.

Em nossa vida profissional, devemos ter a mesma preocupação, manter uma distância segura entre o profissional e o pessoal, saber diferenciar o momento e situação. Ao levar os problemas de casa para o trabalho e vice-versa, estamos deixando um superar o outro e assim, distanciar o que somos e podemos fazer e em alguns casos acabar por perder o controle de nossas vidas.

Ser herói ou ser profissional é diferente do pessoal. Pense nisso e faça o correto. Salve o mundo, salve a empresa, mas não esqueça de dar um passeio com seus entes queridos no fim de semana.

Por Edson Wilson

Poderes & Responsabilidades

Para qualquer Spiderser que acompanha as aventuras do Homem-Aranha, Peter Parker, sabe a importância da frase: “Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”. Dita por seu Tio Ben, Benjamin Parker, na edição Amazing Fantasy #15, publicada em agosto de 1962, esta frase tem um significado bastante profundo, tanto para o Homem-Aranha, quanto para o seu alter ego.

Ao pensarmos no herói, o que temos é uma situação inicial complexa. Vale lembrar, para aqueles que por acaso tenha esquecido, que o jovem Parker, ao notar que possui poderes fantásticos, está pouco preocupado em defender de forma altruísta outra pessoa, sua preocupação é consigo e as dificuldades que atravessam sua família.

Porém a frase possuiu outra conotação, menos heroica é mais realista, vide que Tio Ben nem imaginava que seu sobrinho, tão protegido e cuidado, tivesse grandes poderes.

O jovem era um adolescente normal, ou quase normal. CDF, secundarista, poucos amigos, órfão, criado pelos tios, que já possuíam uma idade avançada, dificuldades financeiras e sem namorada. Este jovem não tinha uma expectativa de futuro muito agradável, fora dos estudos. A frase do tio serve neste contesto, ao mundo adulto e do trabalho.

Poucos se esquecem deste conceito e olham apenas para o lado heroico do futuro herói, picado por uma aranha radioativa, que lhe concederia poderes incomuns.

Porém a frase está distante desta condição. Precisamos olhar o lado histórico da sociedade dos Estados Unidos, Tio Ben atravessou a grande depressão, passou por uma guerra, viu jovens se perderem na vida de crimes e não queria o mesmo para o sobrinho. Sua frase é para olhar para o futuro, logo seu sobrinho deixaria de ser um adolescente e entraria na vida dos adultos, ganhando novas responsabilidades com trabalho, aluguel e possivelmente uma esposa e filhos.

Neste começo de ano, muitos jovens estão decidindo suas vidas, assumindo responsabilidades de suas ações. Não considere este período um fardo, mas sim uma transição normal e necessária para o crescimento individual.

Com grandes poderes, sejam eles faculdade ou trabalho vem as grandes responsabilidades. Não fuja, evite ou ignore. Assuma todas elas, e assim, se tornará um profissional completo.

Por Edson Wilson

Nunca sozinho !!!

Batman e Justiceiro

       

          Quando pensamos em alguns personagens, o trabalho em equipe parece distante e sem sentido, mesmo que trabalhem em equipe, por algum motivo especial, em suas aventuras solo, parecem atuar sozinhos.

          Mas até que ponto Batman e Justiceiro, por exemplo, realmente são solitários?

          Falando de Batman, o cavaleiro das trevas, raramente está sozinho em suas aventuras. Ao seu lado temos a figura marcante de seu fiel mordomo, Alfred PennyworthComissário Gordon é outro personagem importante na estrutura central, pois representa a lei e a ordem. Alguns adolescentes já vestiram o uniforme de Robin, para auxiliar o personagem nas ruas de Gotham City e enfrentar vilões. Não podemos esquecer da presença virtual de OracleBarbara Gordon, quando ficou paraplégica e passou a auxiliar o morcego. Outros personagens podem aparecer, seja eles fantasiados ou trajes civis, para auxiliar, ajudar ou mesmo solucionar um crime.O sombrio e soturno cavaleiros das trevas, poucas vezes está completamente sozinho em suas aventuras.

          O vigilante Justiceiro é conhecido como um matador de criminosos. Ele é o investigador, juiz, jure e executor. Diferente do Batman, seus aliados aparecem em momentos específicos, como informantes ou fornecedores de equipamentos, sendo David Lieberman, conhecido como Microchip, um dos mais conhecidos. Mas não se engane, mesmo atuando, muitas vezes solitariamente, o Justiceiro ainda precisa de aliados.

          Por mais que você queira, não tem como agir sozinho ou isolado de seu grupo. Ao passar por uma entrevista de emprego, em algum momento, o candidato a vaga pode fazer uma “dinâmica de grupo”, com o objetivo claro de saber como ele trabalha em grupo, sua interação e desenvoltura. Neste momento não estamos falando em trabalhar em equipe, mas sim saber trabalhar com alguém do seu lado, um parceiro ou aliado. Não lance sobre ele todo o trabalho, mas sim, divida as tarefas e assume as responsabilidades que lhe são dadas. Lembre-se que estes personagens não usam seus aliados ou parceiros, no sentido de descartados e depois os deixa a sua própria sorte. Ao contrário, cuidam e dão apoio quando, estes, precisam de ajuda.

          Ao começar em um departamento, escritório ou caso seja mudando de função, procure se aliar a pessoas que tenham o mesmo objetivo que o seu, desta forma terá uma força, um apoio nos momentos difíceis.

Por Edson Wilson

Entre capa, espada e collant colorido

Super-heróis

Picture 1 of 1

Super-heróis

A presença dos heróis na cultura humana é antiga, realizando ações que poucos conseguem ou teriam coragem de enfrentar um mal superior à sua condição frágil, o herói se levanta entre muito, se distancia do grupo e assume a responsabilidade de derrotar o inimigo que adiante obstrui a jornada do grupo que o acompanha.

Seja mítico ou real, os heróis inspiram todos aqueles que leem suas aventuras a superar suas dificuldades a alcançar seus objetivos. Esta admiração, inspiração ou mesmo exemplo se mantém presente na mente daqueles que um dia passaram por uma dificuldade.

A presença destes seres heróicos se faz presentes com mais relevância nos momentos de crise, seja ela pessoal, social ou global. O momento em que o indivíduo precisa de forças e coragem para enfrentar seu grande inimigo e supera-lo, ele pode buscar inspiração em seu herói e assim vencer. Modelos de honestidade e dedicação, estes seres estão acima do bem e do mal.

No meio do século XX, um novo estilo de herói surgiu, longe dos heróis de capa e espada de tempos passados que estavam presentes em livros e filmes e tanto fascinaram e encantaram, vindo das revistas em quadrinhos, publicações nascidas nos jornais. Estes heróis tinham algumas características em comum, escondiam suas identidades, a maioria fazia uso de máscaras.

Combatiam criminosos e nada recebiam em troca. Alguns tinham poderes fantásticos e outros elevavam a condição humana a níveis absurdos.
Para muitos, estes seres de collant colorido serviam apenas para distanciar a mente dos jovens dos problemas reais da vida, denegriam a mente e criava uma fantasia sem propósitos para os jovens.

Não olhavam a esperança e ensinamento que os personagens transmitiam aos jovens, os tempos mudaram, assim como os heróis.

Uma criança podia pegar uma revista em uma banca, a custo baixo, e acompanhar as aventuras de seu, não apenas herói, mas super-herói. Nestas leituras, o jovem aprenderia o estilo de vida do personagem, conheceria seu mundo, torceria quanto este enfrentasse o vilão e vibraria ao ver seu super-herói derrota-lo.
Com o tempo aprenderia seus valores e regras de vida.

Na idade adulta, este jovem, ao passar por problemas e dificuldades, pode lembrar-se do seu velho super-herói de infância, e buscar inspiração para vencer as dificuldades. Determinação, superar suas fraquezas, trabalho em equipe, são características que podemos adotar no mercado de trabalho, no dia a dia de uma empresa, lembrando sempre que cada um é responsável pelo seu final feliz, pois afinal, com grandes poderes, vem grandes responsabilidades.

Por Edson Wilson